domingo, 27 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
HOJE CONTIGO - "A dificuldade de agora é a enquistação dos nossos erros no antes, rogando entendimento e bondade para que a alegria e a vitória venham felicitar-nos depois...
Não olvides que permanecem hoje contigo as sombras que trazes de ontem para a regeneração do próprio destino.
Evidenciam-se, a cada passo, impondo-te os problemas que te assaltam a marcha, propondo-te aprimoramento e progresso, trabalho e melhoria.
São elas, quase sempre: o berço menos feliz em que renasceste; o corpo enfermiço que te serve de residência; o campo atormentado da consanguinidade incompreensiva em que experimentas angústias e solidão; o posto social apagado e triste, recomendando-te humildade; o carinho recusado e envilecido pela deserção de quantos te mereceriam afetividade e confiança; o esposo difícil; a companheira complicada; os filhos que se desvairam nos labirintos da ingratidão; os amigos que fogem; o trabalho de sacrifício em desacordo com as próprias aspirações; e, sobretudo, a insatisfação na própria alma, denunciando-te os desajustes da consciência.
À frente de semelhantes sinais, unge-te de coragem e escuda-te na paciência incansável, oferecendo o bem pelo mal para que a luz vença a treva em teu caminho, porque se a evolução pede esforço, a redenção exige renúncia se quisermos fitar novamente o sol de pensamento tranquilo.
Lembra-te de que a dificuldade de agora é a enquistação dos nossos erros no antes, rogando entendimento e bondade para que a alegria e a vitória venham felicitar-nos depois.
Evidenciam-se, a cada passo, impondo-te os problemas que te assaltam a marcha, propondo-te aprimoramento e progresso, trabalho e melhoria.
São elas, quase sempre: o berço menos feliz em que renasceste; o corpo enfermiço que te serve de residência; o campo atormentado da consanguinidade incompreensiva em que experimentas angústias e solidão; o posto social apagado e triste, recomendando-te humildade; o carinho recusado e envilecido pela deserção de quantos te mereceriam afetividade e confiança; o esposo difícil; a companheira complicada; os filhos que se desvairam nos labirintos da ingratidão; os amigos que fogem; o trabalho de sacrifício em desacordo com as próprias aspirações; e, sobretudo, a insatisfação na própria alma, denunciando-te os desajustes da consciência.
À frente de semelhantes sinais, unge-te de coragem e escuda-te na paciência incansável, oferecendo o bem pelo mal para que a luz vença a treva em teu caminho, porque se a evolução pede esforço, a redenção exige renúncia se quisermos fitar novamente o sol de pensamento tranquilo.
Lembra-te de que a dificuldade de agora é a enquistação dos nossos erros no antes, rogando entendimento e bondade para que a alegria e a vitória venham felicitar-nos depois.
(Do livro "Família", pelo Espírito Emmanuel, Francisco C. Xavier, edição IDEAL)
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Quem é o meu próximo?
"Próximo é aquele que se aproxima de nós, seja em corpo, seja em Espírito.
Há próximos que estão longe de nós e próximos que estão perto..." |
(Lucas 10, vs. 25-37)
E eis que certo homem, intérprete da lei, se levantou com o intuito de por Jesus em prova.
- Mestre, que farei para herdar a vida eterna? - perguntou.
Então Jesus lhe disse:
- O que está escrito na lei? Como você interpreta?
A isto respondeu o homem:
- "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo teu entendimento!" e também: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo!"
- Respondeu corretamente. - disse Jesus - Faça isto e viverá!
O intérprete, porém, querendo justificar-se, tornou a perguntar:
- E quem é o meu próximo?
Então Jesus narrou este fato:
- "Certo homem descia de Jerusalém para Jericó, e veio a cair nas mãos de assaltantes, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiram-se, deixando-o semimorto.
Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou ao largo dele.
Semelhantemente um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou ao largo, como fizera o sacerdote.
Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, se compadeceu muito dele.
E chegando-se, cuidou de seus ferimentos, aplicando óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.
No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo:
- Cuide deste homem e, se alguma coisa gastar à mais, eu o indenizarei quando voltar!"
Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?
- O que usou de misericórdia para com ele! - respondeu o intérprete da lei.
Então lhe disse Jesus:
- Vá, e procede você de igual modo!...
- Mestre, que farei para herdar a vida eterna? - perguntou.
Então Jesus lhe disse:
- O que está escrito na lei? Como você interpreta?
A isto respondeu o homem:
- "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo teu entendimento!" e também: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo!"
- Respondeu corretamente. - disse Jesus - Faça isto e viverá!
O intérprete, porém, querendo justificar-se, tornou a perguntar:
- E quem é o meu próximo?
Então Jesus narrou este fato:
- "Certo homem descia de Jerusalém para Jericó, e veio a cair nas mãos de assaltantes, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiram-se, deixando-o semimorto.
Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou ao largo dele.
Semelhantemente um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou ao largo, como fizera o sacerdote.
Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, se compadeceu muito dele.
E chegando-se, cuidou de seus ferimentos, aplicando óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.
No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo:
- Cuide deste homem e, se alguma coisa gastar à mais, eu o indenizarei quando voltar!"
Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?
- O que usou de misericórdia para com ele! - respondeu o intérprete da lei.
Então lhe disse Jesus:
- Vá, e procede você de igual modo!...
sábado, 19 de julho de 2014
GUERRAS? O QUE O ESPIRITISMO PENSA SOBRE ELAS . . .
O que o Espiritismo pode nos dizer a respeito das
guerras? Como Doutrina filosófica, de bases científicas e consequências morais,
o Espiritismo se relaciona com tudo o que diz respeito ao nosso processo
existencial, pois objetiva contribuir para o progresso da humanidade, tornando-a
melhor. Allan Kardec tratou do tema na parte terceira do Livro dos Espíritos, que reservou para o ensinamento
dos Espíritos a respeito das Leis Morais. No capítulo referente à lei de destruição, a guerra
foi arrolada pelos Espíritos como um de seus agentes. Indagados sobre a sua
causa, os orientadores espirituais afirmaram que é consequência da predominância da
natureza animal do homem sobre a espiritual e do transbordamento de suas
paixões. Esclarecem, ainda, que Deus permite que assim aconteça para propiciar
ao homem a oportunidade de uma evolução mais rápida, no sentido de atingir a
liberdade e o progresso[...]
A guerra, longe de ser uma situação
irreversível, é resultado de um estado passageiro da humanidade. À medida que o
homem progride moralmente, ainda que de maneira lenta, pois a natureza não dá
saltos, as guerras tendem a se tornar menos frequentes, porque ele passa a
evitar as suas causas. Dia virá, certamente, em que ela estará totalmente
banida do nosso meio, pois a humanidade se elevará e aprenderá a conviver com
seus semelhantes, respeitando a lei de igualdade. (Sérgio dos Santos Rodrigues)
Qual a
causa que leva o homem à guerra?
—
Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação das paixões.
No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por
isso que a guerra, para eles, é um estado normal. A medida que o homem
progride, ela se torna menos frequente, porque ele evita as suas causas e,
quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.
A
guerra desaparecerá um dia da face da Terra?
— Sim,
quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então
todos os povos serão irmãos.
Qual o
objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?
— A
liberdade e o progresso.
Se a
guerra deve ter como efeito conduzir à liberdade, como se explica que ela tenha
geralmente por fim e por resultado a escravização?
—
Escravização momentânea para sovar os povos, a fim de fazê-los andar mais
depressa.
Que
pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?
— Esse
é o verdadeiro culpado e necessitará de muitas existências (reencarnações) para
expiar todos os assassinos de que foi causa, porque responderá por cada homem
cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.
O homem
é culpável pelos assassinos que comete na guerra?
— Não,
quando é constrangido pela força; mas é responsável pelas crueldades que
comete. Assim, também o seu sentimento de humanidade será levado em conta.
Numa
batalha, há Espíritos que a assistem e que amparam cada uma das forças em luta?
— Sim,
e que estimulam a sua coragem.
Comentário
de Allan Kardec: Assim
os antigos nos representavam os deuses tomando partido por este ou aquele povo.
Esses deuses nada mais eram do que os Espíritos representados por figuras
alegóricas.
Numa
guerra, a justiça está sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido a
favor do errado?
—
Sabeis perfeitamente que há Espíritos que só buscam a discórdia e a destruição.
Para eles a guerra é a guerra; a justiça da causa pouco lhes importa.
Certos
Espíritos podem influenciar o general na concepção dos seus planos de campanha?
— Sem
nenhuma dúvida. Os Espíritos podem influenciá-lo nesse sentido, como em todas
as concepções.
Os maus
Espíritos poderiam suscitar-lhe planos errados, com vistas à derrota?
— Sim,
mas não tem ele o seu livre-arbítrio? Se o seu raciocínio não lhe permite
distinguir uma ideia certa de uma falsa, terá de sofrer as consequências e
faria melhor em obedecer do que em comandar.
O
general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de dupla vista, uma
visão intuitiva que lhe mostre por antecipação o resultado dos seus planos?
— É
frequentemente o que acontece com o homem de gênio. É o que ele chama
inspiração e lhe permite agir com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe
vem dos Espíritos que o dirigem e se servem das faculdades de que ele é dotado.
O
Espírito que assiste friamente a um combate, como espectador, testemunha a
separação entre a alma e o corpo? E como esse fenômeno se apresenta a ele?
— Há
poucas mortes realmente instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo
corpo foi mortalmente ferido não tem consciência disso no mesmo instante.
Quando começa a retomar consciência é que se pode distinguir o Espírito a
mover-se ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a vista do corpo morto
não produz, nenhum efeito desagradável. Toda a vida tendo sido transportada
para o Espírito, somente ele chama a atenção e é com ele que o espectador
conversa ou a quem dá ordens.
Fonte:
O Livro dos Espíritos (Allan Kardec) / Parte 2 / Cap. 9 / Item X
espiritananet.blogspot.com.br
sexta-feira, 18 de julho de 2014
• Por que não nos lembramos de nossas vidas passadas?
Não
lembramos de vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus. Se lembrássemos
do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos
prejudicaram ou aqueles que nós prejudicamos, não teríamos condições de viver
entre eles atualmente.
Pois
muitas vezes os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos,
nossos amigos, nossos pais que presentemente encontram-se junto a nós para a
reconciliação, por isso existe a reencarnação.
Certamente,
hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as
consequências de crimes ou mesmo sendo amparados e auxiliados por aqueles que,
no pretérito nos prejudicaram. Dai a importância da família, onde se costumam
reatar os laços cortados em existências anteriores.
A
reencarnação é a oportunidade de reparação, como também a oportunidade de
devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução
espiritual.
Quando
reencarnamos, fazemos um plano de vida, compromissos assumidos perante a
espiritualidade, e perante a nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do
mal e à prática de todo bem possível.
Se a
provação te aflige, Deus te conceda a paz.
Se o
cansaço te pesa, Deus te sustente em paz.
Se te
falta esperança, Deus te acrescente a paz.
Se
alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz.
Sobe as
trevas da noite, o céu fulgura em paz, ama, serve e confia.
Deus te
mantém em paz.
(Emmanuel)
REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO - LÉON DENIS
Reencarnação e Evolução
Autor: Léon Denis
"Cada encarnação encontra, na alma que recomeça vida nova, a cultura particular, aptidões e aquisições mentais que explicam sua facilidade para o trabalho e seu poder de assimilação; por isso izia Platão: “Aprender é recordar-se!”
Nossa ternura espontânea por certos seres deste mundo explica-se facilmente. Já os havíamos conhecido, em outros tempos, já os encontráramos. Quantos esposos, quantos amantes não têm sido unidos por inúmeras existências, percorridas dois a dois! Seu amor é indestrutível, porque o amor é a força das forças, o vínculo supremo que nada pode destruir.
As condições da reencarnação não permitem que nossas situações recíprocas se invertam; quase sempre se conservam os graus respectivos de parentesco. Algumas vezes, em caso de impossibilidade, um filho poderá vir a ser o irmão mais novo do seu pai de outros tempos, a mãe poderá renascer irmã mais velha do filho. Em casos excepcionais, e somente a pedido dos interessados, podem inverter-se as situações. Os sentimentos de delicadeza, de dignidade, de mútuo respeito que sentimos na Terra não podem ser desconhecidos no mundo espiritual. Para supô-lo, é preciso ignorar a natureza das leis que regem a evolução das almas!
O Espírito adiantado, cuja liberdade aumenta na razão direta da sua elevação, escolhe o meio onde quer renascer, ao passo que o Espírito inferior é impelido por uma força misteriosa a que obedece instintivamente; mas todos são protegidos, aconselhados, amparados na passagem da vida do espaço para a existência terrestre, mais penosa, mais temível que a morte.
A união da alma com o corpo efetua-se por meio do invólucro fluídico, o perispírito, de que muitas vezes temos falado. Sutil por sua natureza, vai ele servir de laço entre o Espírito e a matéria. A alma está presa ao gérmen por esse “mediador plástico”, que vai retrair-se, condensar-se cada vez mais, através das fases progressivas da gestação, e formar o corpo físico. Desde a concepção até o nascimento, a fusão opera-se lentamente, fibra por fibra, molécula por molécula.
Pelo afluxo crescente dos elementos
materiais e da força vital fornecidos pelos genitores, os movimentos
vibratórios do perispírito da criança vão diminuir e restringirem-se, ao mesmo
tempo em que as faculdades da alma, a memória, a consciência esvaem-se e
aniquilam-se. É a essa redução das vibrações fluídicas do perispírito, à sua
oclusão na carne que se deve atribuir a perda da memória das vidas passadas. Um
véu cada vez mais espesso envolve a alma e apaga-lhe as radiações interiores.
Todas as impressões da sua vida celeste e do seu longo passado volvem às
profundezas do inconsciente e a emersão só se realiza nas horas de
exteriorização ou por ocasião da morte, quando o Espírito, recuperando a
plenitude dos seus movimentos vibratórios, evoca o mundo adormecido das suas
recordações.
O papel do duplo fluídico é considerável; explica, desde o nascimento até a morte, todos os fenômenos vitais. Possuindo em si os vestígios indeléveis de todos os estados do ser, desde a sua origem, comunica-lhe a impressão, as linhas essenciais ao gérmen material. Eis aí a chave dos fenômenos embriogênicos.
O perispírito, durante o período de gestação, impregna-se de fluido vital e materializa-se o bastante para tornar-se o regulador da energia e o suporte dos elementos fornecidos pelos genitores; constitui, assim, uma espécie de esboço, de rede fluídica permanente, através da qual passará a corrente de matéria que destrói e reconstitui sem cessar, durante a vida, o organismo terrestre; será a armação invisível que sustenta interiormente a estátua humana. Graças a ele, a individualidade e a memória conservar-se-ão no plano físico, apesar das vicissitudes da parte mutável e móvel do ser, e assegurarão, do mesmo modo, a lembrança dos fatos da existência presente, recordações cujo encadeamento, do berço à cova, fornece-nos a certeza íntima da nossa identidade.
A incorporação da alma não é, pois, subitânea, como o afirmam certas doutrinas; é gradual e só se completa e se torna definitiva à saída da vida uterina. Nesse momento, a matéria encerra completamente o Espírito, que deverá vivificá-la pela ação das faculdades adquiridas. Longo será o período de desenvolvimento durante o qual a alma se ocupará em pôr à sua feição o novo invólucro, em acomodá-lo às suas necessidades, em fazer dele um instrumento capaz de manifestar-lhe as potências íntimas; mas, nessa obra, será coadjuvada por um Espírito preposto à sua guarda, que cuida dela, a inspira e guia em todo o percurso da sua peregrinação terrestre. Todas as noites, durante o sono, muitas vezes até de dia, o Espírito, no período infantil, desprende-se da forma carnal, volve ao espaço, a haurir forças e alentos para, em seguida, tornar a descer ao invólucro e prosseguir o penoso curso da existência.
Antes de novamente entrar em contacto com a matéria e começar nova carreira, o Espírito tem, dissemos, de escolher o meio onde vai renascer para a vida terrestre; mas essa escolha é limitada, circunscrita, determinada por causas múltiplas. Os antecedentes do ser, suas dívidas morais, suas afeições, seus méritos e deméritos, o papel que está apto para desempenhar, todos esses elementos intervêm na orientação da vida em preparo; daí a preferência por uma raça, tal nação, tal família. As almas terrestres que havemos amado atraem-nos; os laços do passado reatam-se em filiações, alianças, amizades novas.
Os próprios lugares exercem sobre nós a
sua misteriosa sedução e é raro que o destino não nos reconduza muitas vezes às
regiões onde já vivemos, amamos, sofremos. Os ódios são forças também que nos
aproximam dos nossos inimigos de outrora para apagarmos, com melhores relações,
inimizades antigas. Assim, tornamos a encontrar em nosso caminho a maior parte
daqueles que constituíram nossa alegria ou fizeram nossos tormentos. Sucede o
mesmo com a adoção de uma classe social, com as condições de ambiente e
educação, com os privilégios da fortuna ou da saúde, com as misérias da
pobreza. Todas essas causas tão variadas, tão complexas, vão combinar-se para
assegurar ao novo encarnado as satisfações, as vantagens ou as provações que
convêm ao seu grau de evolução, aos seus méritos ou às suas faltas e às dívidas
contraídas por ele.
Dito isso, compreender-se-á quão difícil é a escolha. Por isso, na maioria das vezes ela nos é inspirada pelas Inteligências diretoras, ou, então, em proveito nosso, hão de elas próprias fazê-lo, se não possuirmos o discernimento necessário para adotar com toda a sabedoria e previdência os meios mais eficazes para ativarem a nossa evolução e expurgarem o nosso passado.
Todavia, o interessado tem sempre a liberdade de aceitar ou procrastinar a hora das reparações inelutáveis. No momento de se ligar a um gérmen humano, quando a alma possui ainda toda a sua lucidez, o seu Guia desenrola diante dela o panorama da existência que a espera; mostra-lhe os obstáculos e os males de que será eriçada, faz-lhe compreender a utilidade desses obstáculos e desses males para desenvolver-lhe as virtudes ou libertá-la dos seus vícios. Se a prova lhe parecer demasiado rude, se não se sentir suficientemente armado para afrontá-la, é lícito ao Espírito diferir-lhe a data e procurar uma vida transitória que lhe aumente as forças morais e a vontade.
Na hora das resoluções supremas, antes de tornar a descer à carne, o Espírito percebe, atinge o sentido geral da vida que vai começar, ela lhe aparece nas suas linhas principais, nos seus fatos culminantes, modificáveis sempre, entretanto, por sua ação pessoal e pelo uso do seu livre-arbítrio; porque a alma é senhora dos seus atos; mas, desde que ela se decidiu, desde que o laço se dá e a incorporação se debuxa, tudo se apaga, esvai-se tudo. A existência vai desenrolar-se com todas as suas conseqüências previstas, aceitas, desejadas, sem que nenhuma intuição do futuro subsista na consciência normal do ser encarnado.
Temíveis são certas atrações para as almas que procuram as condições de um renascimento, por exemplo, as famílias de alcoólicos, de devassos, de dementes. Como conciliar a noção de justiça com a encarnação dos seres em tais meios? Não há aí, em jogo, razões psíquicas profundas e latentes e não são as causa físicas apenas uma aparência? Vimos que a lei de afinidade aproxima os seres similares. Um passado de culpas arrasta a alma atrasada para grupos que apresentam analogias com o seu próprio estado fluídico e mental, estado que ela criou com os seus pensamentos e ações.
Não há, nesses problemas, nenhum lugar para a arbitrariedade ou para o acaso. É o mau uso prolongado de seu livre-arbítrio, a procura constante de resultados egoístas ou maléficos que atrai a alma para genitores semelhantes a si. Eles fornecer-lhe-ão materiais em harmonia com o seu organismo fluídico, impregnados das mesmas tendências grosseiras, próprios para a manifestação dos mesmos apetites, dos mesmos desejos. Abrir- se-á nova existência, novo degrau de queda para o vício e para a criminalidade. E a descida para o abismo.
Senhora do seu destino, a alma tem de sujeitar-se ao estado de coisas que preparou, que escolheu. Todavia, depois de haver feito de sua consciência um antro tenebroso, um covil do mal, terá de transformá-lo em templo de luz. As faltas acumuladas farão nascer sofrimentos mais vivos; suceder-se-ão mais penosas, mais dolorosas as encarnações; o círculo de ferro apertar-se-á até que a alma, triturada pela engrenagem das causas e dos efeitos que houver criado, compreenderá a necessidade de reagir contra suas tendências, de vencer suas ruins paixões e de mudar de caminho. Desde esse momento, por pouco que o arrependimento a sensibilize, sentirá nascer em si forças, impulsões novas que a levarão para meios mais adequados à sua obra de reparação, de renovação, e passo a passo irá fazendo progressos. Raios e eflúvios penetrarão na alma arrependida e enternecida, aspirações desconhecidas, necessidades de ação útil e de dedicação hão de despertar nela. A lei de atração, que a impelia para as últimas camadas sociais, reverterá em seu benefício e tornar-se-á o instrumento da sua regeneração.
Entretanto, não será sem custo que ela se levantará; a ascensão não prosseguirá sem dificuldades. As faltas e os erros cometidos repercutem como causas de obstrução nas vias futuras e o esforço terá de ser tanto mais enérgico e prolongado quanto mais pesadas forem as responsabilidades, quanto mais extenso tiver sido o período de resistência e obstinação no mal. Na escabrosa e íngreme subida, o passado dominará por muito tempo o presente e o seu peso fará vergar mais de uma vez os ombros do caminhante; mas, do Alto, mãos piedosas estender-se- ão para ele e ajudá-lo-ão a transpor as passagens mais escarpadas. “Há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende do que por cem justos que perseveram.” O nosso futuro está em nossas mãos e as nossas facilidades para o bem aumentam na razão direta dos nossos esforços para o praticarmos".
Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor.
terça-feira, 8 de julho de 2014
RUMO AO PORVIR
"A existência terrestre é apenas um curso breve de aprendizagem... Herdeiros da imortalidade, seguiremos sob as bênçãos do Pai, rumo ao porvir!...
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Trabalhar com Jesus, na restauração de fé viva entre os homens, é a grande tarefa
do momento, a que os discípulos sinceros do Evangelho não podem fugir.
Enquanto ruge a tempestade política, no céu ensombrado das nações, reúnem-se
Estudam-se fórmulas de acordo internacionais, traçam-se novas diretrizes
A ordem mundial, entretanto, não pode prescindir das bases religiosas, porque
Usufrutuários da Casa Divina, o homem, em todas as condições de existência
A política pode realizar prodígios de técnica administrativa, a ciência conseguirá
Existe, todavia – responderemos – a instituição universal da fé, sediada
Resplandeceu na manjedoura humilde, brilhou na Galiléia, tornou-se ainda mais
É para o estabelecimento de seu império, no campo dos sentimentos que as
É a restauração da confiança divina no espírito humano, a projeção da Luz
Em todos os setores de serviço terreno, ouve-se a verdade conclamando os
A existência terrestre é apenas um curso breve de aprendizagem.
A responsabilidade individual é condição comum a todos os filhos da Terra.
Cada qual responderá por si próprio, criando seus paraísos ou seus sofrimentos
Trabalhadores da fé viva; cooperemos na solução da ansiedade mundial por uma
O Evangelho palpitante de vida é o nosso roteiro.
Boa vontade sincera é o nosso lema.
Serviço cristão é o nosso programa de cada dia.
Desse modo, portanto, prossigamos avante na reedificação do Templo
(Do livro "A Verdade Responde", pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
Enquanto ruge a tempestade política, no céu ensombrado das nações, reúnem-se
homens de boa vontade cogitando da próxima recomposição de valores do mundo.
Estudam-se fórmulas de acordo internacionais, traçam-se novas diretrizes
econômicas face ao reajustamento renovador.
A ordem mundial, entretanto, não pode prescindir das bases religiosas, porque
nenhuma realização, puramente terrestre, pode saciar, na criatura, a sede inata
do Infinito.
Usufrutuários da Casa Divina, o homem, em todas as condições de existência
e em todos os degraus evolutivos, experimenta a necessidade de Deus, no clima
do sentimento.
A política pode realizar prodígios de técnica administrativa, a ciência conseguirá
sempre os mais altos primores intelectuais, a filosofia, sem dúvida, possibilitará
vôos maravilhosos do pensamento, nos domínios da especulação metafísica,
todavia, sem as bases religiosas da fé, não passam de servas transitórias da
civilização, igualmente em trânsito, nos círculos evolutivos, sem realidade
efetiva para o homem – espírito imortal, a caminho de gloriosa destinação.
Os templos, porém – objetar-se-á – permanecem feridos pelas bombas
Os templos, porém – objetar-se-á – permanecem feridos pelas bombas
destruidores, repletos de ídolos quebrados ou reclamando pastores, esquecidos
de si mesmos, nas divagações teológicas ou distraídos do reino de Deus,
em luta franca pela dominação efêmera no mundo.
Existe, todavia – responderemos – a instituição universal da fé, sediada
no templo vivo dos corações. Não é um mito, nem se reduz à mera afirmação
verbalística dos crentes. Foi essa fé, acesa por Jesus, no terreno da alma, que
se espalhou pela Terra desde o primeiro instante do Cristianismo Redentor.
Resplandeceu na manjedoura humilde, brilhou na Galiléia, tornou-se ainda mais
viva no Gólgota, iluminou os cristãos no martirológio dos circos, resistiu às trevas
da idade medieval, atravessou os séculos, superior às igrejas de pedra, aos
cetros da tirania e aos excessos do sectarismo, e brilha ainda hoje, mais sublime
que nunca, para a humanidade do vigésimo século, indicando-lhe o caminho a
seguir, para as edificações da Nova Era.
É para o estabelecimento de seu império, no campo dos sentimentos que as
vozes da Espiritualidade se fazem ouvir, agora, mais intensamente no mundo.
Abrem-se os pórticos obscuros da morte e novas mensagens de esperança
reconfortam a humanidade sofredora e faminta do Pão Celestial.
É a restauração da confiança divina no espírito humano, a projeção da Luz
Eterna de Deu sobre as trevas efêmeras do EU.
Em todos os setores de serviço terreno, ouve-se a verdade conclamando os
homens à vitória da Vida Eterna!
A existência terrestre é apenas um curso breve de aprendizagem.
A responsabilidade individual é condição comum a todos os filhos da Terra.
Cada qual responderá por si próprio, criando seus paraísos ou seus sofrimentos
purgatórios.
O corpo é o instrumento sublime;
A luta é a necessidade imperiosa;
A dor é o crisol de purificação;
A experiência é o patrimônio bendito do futuro.
A morte é pura transformação.
Herdeiros da imortalidade; seguiremos sob as bênçãos do Pai, rumo ao porvir!
Cristianismo Redivivo, em movimento libertador das consciências, o Espiritismo desempenha
O corpo é o instrumento sublime;
A luta é a necessidade imperiosa;
A dor é o crisol de purificação;
A experiência é o patrimônio bendito do futuro.
A morte é pura transformação.
Herdeiros da imortalidade; seguiremos sob as bênçãos do Pai, rumo ao porvir!
Cristianismo Redivivo, em movimento libertador das consciências, o Espiritismo desempenha
divina missão na atualidade.
Continuemos, pois, trabalhando a serviço de sua extensão, no campo da prática
Continuemos, pois, trabalhando a serviço de sua extensão, no campo da prática
mais pura.
Não nos doa a incompreensão da frivolidade, nem nos fira o espinho da ignorância.
Interessados em realizações mais altas, nosso plano de ação não descansa em
Interessados em realizações mais altas, nosso plano de ação não descansa em
glórias literárias, nem se desdobra ao longo da vaidade e do fanatismo.
Trabalhadores da fé viva; cooperemos na solução da ansiedade mundial por uma
Terra melhor, habitada por humanidade verdadeiramente humana.
O Evangelho palpitante de vida é o nosso roteiro.
Boa vontade sincera é o nosso lema.
Serviço cristão é o nosso programa de cada dia.
Desse modo, portanto, prossigamos avante na reedificação do Templo
Espiritual da crença, unindo as nossas esperanças em Cristo, rumo ao futuro
glorioso, para a vitória da união de todas as atividades edificantes da fé
com um só Senhor.
(Do livro "A Verdade Responde", pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,
Francisco C. Xavier)
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